O chat sobre transito e sociedade evidenciou que a violência no transito é uma realidade em toda a América Latina, compartilhamos dos mesmos problemas, ou seja, os programas desenvolvidos pelo Estado não são continuados, as maiores vítimas são jovens em idade produtiva, os grandes centros urbanos crescem desorganizados, quando há planejamento urbano, é centrado no veículo e não na mobilidade das pessoas… Enfim, muito temos ainda por fazer. O acidente de transito não pode ser tomado como fatalidade, não é acaso. O transito não é matéria de tratamento intuitivo ou de repressão policial apenas. O problema é complexo e exige tecnologia : informática, engenharia de tráfego, a eletronica, a democratização de informações e a adoção de políticas de educação para o transito continuadas, são caminhos para a busca de um sistema de transito mais solidário e com atenção a coletividade.No entanto, algumas questões ainda carecem de análise e atenção por parte da sociedade . Uma delas é a adoção de medidas legais rígidas cujos resultados ainda são questionáveis. Um exemplo é a nova lei que entrou em vigor nesta semana: A tolerancia Zero para quem está ao volante. É claro que o alcool é um dos vilões no transito, porém, esta medida criminaliza o cidadão que vai ao restaurante e bebe uma taça de vinho no almoço, pode criminalizar um condutor que faça uso de medicação…Levando-se em consideração que cada ser humano reage de uma forma em relação ao alcool no organismo, a tolerancia zero é no mínimo questionável. Nos Estados Unidos o teor aceito para os condutores é de oito decigramas por litro de sangue. Existem 04 países no mundo com tolerancia zero para o alcool ao volante (entre eles arábia saudita, romenia ,ungria ).