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Autor Tema: A autofagia da forças policiais  (Leído 628 veces)

dmachado

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A autofagia da forças policiais
« en: 14 Septiembre 2009, 14:14:47 »
Nos dias atuais ás organizações tem buscado as mais modernas ferramentas tecnológicas e as técnicas mais avançadas de desenvolvimento de recursos humanos para de certa forma se manter á frente em seus mercados de atuação. A busca pela qualidade, pela excelência tem se tornado uma prática nas organizações de forma a estarem em condições de competirem minimamente com os concorrentes em seus respectivos mercados. Digamos que praticamente a qualidade já não é mais um diferencial e sim um item imprescindível para as organizações hoje.
Há de certa forma a necessidade de gerentes e gestores verem o desenvolvimento de sua organização pela ótica de seu(s) cliente(s)(público externo e público interno) ou seja, perceberem como tais pessoas vêem o serviço prestado(oferecido) por esta organização e relativizar e também fazerem com que seus subordinados tenham essa capacidade. Quantas são as organizações que tem sucumbido pela falta de capacidade de seus líderes de relativizar e apenas visualizar as necessidades da sua organização ou até mesmo apenas as suas próprias aspirações e não as necessidades de seu(s) cliente(s). Em se tratando de forças policiais, não deveria ser diferente, ou o amigo leitor não concorda que por serem órgãos públicos não devem ter o mesmo zelo pelo serviço que presta para a população¿
A necessidade de qualificação dos efetivos policiais passa necessariamente pela capacidade de gerenciamento deste funcionário, da capacidade de se colocar no lugar do outro, de ter uma visão sistêmica dessa organização, de saber onde essa organização está e aonde ela quer chegar. O crescimento deve ser recíproco. A organização deve oferecer as melhores condições para o desenvolvimento pessoal e profissional deste funcionário de maneira que ele passe a ser uma célula propulsora do trabalho desta organização e não uma célula “cancerígena”. O que podemos verificar hoje é a falta de conhecimento de gerentes e gestores para usar as melhores práticas para ajudar o funcionário á atingir a este desenvolvimento pleno para a prestação do melhor serviço.
Vemos hoje instituições “engessadas” para tomar decisões simples, por não serem estas tomadas de decisões descentralizadas, em muitos casos também não há o conhecimento necessário para a assunção desta delegação e em outros o próprio funcionário nunca foi treinado ou doutrinado a assumir tais responsabilidades. Havendo assim quase que um ritual para a tomada de decisão. Enquanto empresas e organizações marcham com metas e objetivos (específicos e tangíveis) á frente em direção ao futuro, preparando e qualificando seu funcionário, seu colaborador para a melhor prestação de serviço possível as organizações policiais marcham contra todo esse desenvolvimento e avanço tecnológico, social e humano.
Tão certo é tal afirmação que as organizações policiais pretendem resolver os problemas que afligem suas comunidades á qualquer custo, entretanto nenhuma delas busca com tanto fervor, tanta obstinação resolver seus próprios problemas. Os líderes destas organizações nunca perdem seu precioso tempo para olhar o porquê da falta de motivação do subordinando em efetivar as rotinas mínimas dos trabalhos e atividades, o porquê da insatisfação coletiva e da baixa produção individual e o porquê do não atingimento do sucesso. Não há como resolver problemas intrínsecos sem ao menos tentar conhecê-los.
A falta desta visão sistêmica, dessa capacidade de gerenciamento, dessa capacidade de ajudar o funcionário a prestar o melhor serviço vai contra todas as teorias modernas da administração, fazendo com que os concorrentes não precisem fazer “força” nenhuma para competir, pois a autofagia se faz presente nessa organização e ela por si só se exterminará.
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Autofagia: Auto-extermínio;Manutenção da vida à custa da própria substância do indivíduo.
Relativizar: Considerar (algo) sob um ponto de vista relativo e não absoluto;poder ou condição de colocar-se no lugar do outro
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