Eu só achei que o texto poderia ter uma abordagem mais profunda sobre o que é a sociedade civil, algo como “o espaço de atuação e pensamento ocupado por iniciativas de cidadãos, individuais ou coletivos, de caráter voluntário e sem fins lucrativos” (Hertz & Hoffmann, 2004, p. 225), que não pudesse ser confundido com a atuação de ONGs, que apesar de serem os principais atores, não são os únicos. A sociedade civil podem ser movimentos locais, sindicatos, intelectuais/acadêmicos, membros da mídia, da Igreja, de entidades, de empresas ou mesmo de instituições internacionais.
O interessante em se pensar em Sociedade Civil é que, para muitos autores, esses novos movimentos sociais (NMS) vêem na força de idéias e valores a construção de significado. E portanto, transpõem a relevância da relação do indivíduo com a estrutura social e com o coletivo. Assim, a sociedade civil atual tem mais mecanismos que a possibilitam exigir que estratégias de segurança cidadã, por exemplo, sejam desenvolvidas em um esforço coletivo do que seria melhor para todos envolvidos, em vez de uma estratégia imposta. Além de terem se fortalecido ao ponto de não poderem mais ser ignorados na formulação de políticas, sem que existam conseqüências.